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outubro 15, 2009

Ártico não terá mais gelo no verão dentro de dez anos

O polo Norte vai se transformar em mar aberto durante os meses de verão dentro de uma década, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (14) por uma equipe de exploradores que visitou o Ártico durante três meses.

A Equipe Catlin de Vistoria do Ártico, liderada pelo explorador Pen Hadow, mediu a espessura do gelo enquanto passava, a pé e de trenó, pela parte setentrional do Mar de Beaufort no polo Norte neste ano, durante um projeto de pesquisa. As descobertas mostram que a maior parte do gelo da região está em seu primeiro ano, com apenas 1,8 metro de profundidade e derreterá no próximo verão.

Tradicionalmente, a região contém gelo mais espesso, com camadas diversas, e que não desaparece tão rapidamente.

"Com uma parte maior da região agora tendo gelo de primeiro ano, ela está claramente mais vulnerável", disse o pesquisador Peter Wadhams, parte do Grupo de Física do Oceano Polar da Universidade de Cambridge, que analisou os dados.

"A área agora tem mais chance de se tornar mar aberto a cada verão, trazendo para mais perto a data potencial quando o gelo de verão terá desaparecido por completo".

Wadhams disse que os dados da Equipe Catlin apoia o novo consenso de que o gelo do Ártico desaparecerá no verão dentro de 20 anos, com a maior parte do derretimento tendo lugar nos próximos dez. (Fonte: Estadão Online)

outubro 14, 2009

Aviões poderão voar com quase 7% de biocombustíveis em 2020

A Agência internacional de Transportes Aéreos (Iata) prevê o uso de 6% a 7% de biocombustíveis nos aviões até 2020, para que o setor possa atingir as metas de redução das emissões de CO2, informou nesta terça-feira (13) seu presidente, Giovanni Bisignani.

"Prevemos até 2020 usar de 6% a 7% de biocombustíveis em nossos sistemas", explicou Bisignani a alguns jornalistas, no dia seguinte a um encontro com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon.

A Iata trabalha atualmente no desenvolvimento de biocombustíveis de segunda geração, elaborados com algas, camelina ou jatrofa, que podem ser misturadas ao querosene comum.

"Devemos obter a certificação (destes biocombustíveis) no próximo ano", destacou Bisignani.

O diretor da Iata apresentou a Ban Ki-Moon na segunda-feira as metas de sua organização em termos de redução das emissões de CO2. A Iata representa 230 companhias aéreas e 93% do tráfego aéreo e prevê uma melhora da utilização do combustível nos aviões de 1,5% ao ano até 2020, além de uma redução da metade das emissões até 2050, em relação a 2005, e uma estabilização das emissões a partir de 2020.

Cita quatro caminhos possíveis para isso: o progresso tecnológico, entre eles o uso de biocombustíveis; as economias, como por exemplo uma mudança na capacidade máxima, no número de passageiros, dos aviões em água e em combustível; a melhora da pilotagem dos aviões, e uma melhor gestão do tráfego nos aeroportos.

"O setor aéreo, que emite aproximadamente 620 milhões de toneladas de CO2 ao ano, conseguiu reduzi-las em 70 milhões de toneladas ano passado graças às melhoras do controle do tráfego aéreo e um encurtamento de alguns itinerários", afirmou Bisignani. (Fonte: Yahoo!)

outubro 12, 2009

Grandes empresas emitiram 85,2 milhões de toneladas de gases de efeito estufa em 2008


O primeiro balanço do Programa Brasileiro GHG Protocol, que contabiliza as emissões de gases de efeito estufa de 27 grandes empresas brasileiras, mostra que em 2008 esse grupo emitiu 85,2 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) equivalente (medida padronizada pela Organização das Nações Unidas, a ONU, para quantificar as emissões globais e que também inclui gases como metano e óxido nitroso). O montante representa 8,5% do total de emissões brasileiras no período, quando não se consideram as emissões oriundas do desmatamento e uso da terra.

O programa, coordenado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGV), é usado para calcular e inventariar as emissões de gases estufa produzidas pelas empresas para subsidiar medidas de mitigação.

De acordo com o levantamento, apresentado esta semana em um evento do setor empresarial sobre mudanças climáticas, das 27 empresas que aderiram ao programa, a Petrobras foi a que mais emitiu gases de efeito estufa no ano passado: 51 milhões de toneladas de CO2 equivalente, 59% do total inventariado pela FGV. A Votorantim aparece em seguida, com 18 milhões de toneladas, e a Alcoa vem em terceiro, com 2 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

A contabilidade das empresas incluiu as emissões de gases de efeito estufa geradas a partir do uso de transportes em viagens, consumo de combustíveis e da disposição de resíduos orgânicos em aterros sanitários (o que gera emissões de metano, um dos gases que mais potencializam o efeito estufa).

De acordo com a FGV, contabilizar as emissões pode auxiliar as empresas a entrar no mercado de carbono e a implementar projetos de eficiência energética. (Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil)

Lula diz que Brasil não pode assumir meta de desmatamento zero


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (6) que o Brasil não pode assumir uma meta de desmatamento zero, em declaração feita durante a cúpula entre Brasil e União Europeia, em Estocolmo, na Suécia. Durante a reunião, o plano brasileiro de reduzir o desmatamento em 80% até 2020 foi defendido como modelo para outros países com florestas tropicais.

"Nem que fosse careca o Brasil pode assumir uma meta de desmatamento zero, porque sempre vai haver alguém que vai cortar alguma coisa. O que o Brasil está fazendo é algo muito revolucionário e muito forte", disse Lula, em resposta a uma reivindicação feita pela ONG Greenpeace, que realizou um protesto em frente ao local da cúpula.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e o primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt, defenderam que o plano brasileiro de desmatamento seja adotado como modelo por outros países.

"O Brasil adotou um plano muito ambicioso em termos de desmatamento, que pode ser exemplo para outros países do mundo que também têm florestas tropicais", disse Barroso.

Reinfeldt, por sua vez, recordou que o desmatamento é responsável por mais de 20% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil.

Isso justifica a importância da iniciativa brasileira, que a União Europeia quer discutir durante a conferência sobre a mudança climática que as Nações Unidas (ONU) realizam em dezembro, em Copenhague, segundo o premiê sueco, cujo país exerce a presidência rotativa do bloco.

Ao mesmo tempo, do lado de fora do Palácio Rosenbad, onde os líderes brasileiros e europeus se reuniam, manifestantes da organização ambientalista Greenpeace pediam a Lula que "salve o clima" assumindo um compromisso de acabar com todo o desmatamento no país até 2015.

Responsabilidades - Na declaração dessa cúpula, Brasil e União Europeia defendem ainda que o acordo de Copenhague inclua metas de redução de emissões também para os países em desenvolvimento e ressaltam que os países mais ricos devem ajudar a financiar as medidas necessárias para atingir esses objetivos.
Lula insistiu que, para combater de maneira eficiente a mudança climática, cada país deverá assumir em Copenhague compromissos correspondentes a suas responsabilidades nos níveis de emissões globais.

"Temos que chegar em Copenhague sabendo exatamente quanto cada país emite de gases de efeito estufa. Desde Guiné Bissau, que não deve emitir nada, até os Estados Unidos, para que cada um assuma a responsabilidade pelo mal que está causando", defendeu.

"O bom senso e a maturidade devem prevalecer na cabeça dos dirigentes. É preciso levar em conta que a China não pode pagar o mesmo preço que a Inglaterra, que começou a industrialização 200 anos atrás."
Lula também voltou a defender o papel dos biocombustíveis no combate à mudança climática.

"Eu, se pudesse, levaria um carro a etanol lá para Copenhague e ficaria medindo quanto ele emite", disse.

A declaração da cúpula reafirma o compromisso do Brasil e da União Europeia em "promover o uso de fontes de energia alternativas, incluindo a produção e uso de biocombustíveis sustentáveis". (Fonte: Folha Online)

Brasil terá meta de redução de CO2 e a "cobrará" do mundo, diz Lula


Sem definir números, o Brasil se vê em posição de "cobrar todo mundo" e quer levar metas ambiciosas para a cúpula em Copenhague que definirá um novo tratado contra o aquecimento global.

"Assumimos uma posição de liderança que nos permitirá cobrar de todos, especialmente dos mais ricos, metas de redução claras e ambiciosas", afirmou o presidente Lula ao lado do premiê belga, Hermann Van Rompuy, que o recebeu no domingo (4).

Segundo o chanceler Celso Amorim, a mudança climática foi o principal tema do encontro. "(O Brasil) quer ir com números claros, para que ninguém possa se esconder atrás do Brasil e o Brasil também não se esconda."

Mas o país ainda não colocou que números seriam esses. "O número com relação a desmatamento está praticamente definido (reduzir cerca de 70% até 2017), e isso tem uma repercussão natural na queda das emissões."

O ministro retomou o discurso de que o ônus maior é dos países desenvolvidos, que começaram a poluir antes. "A gente fica preocupado também em os países ricos dizerem que eles têm uma meta X, mas aí metade daquele X na realidade é de mercado de carbono, que eles estão comprando de outros países", declarou. "Não somos contra o mercado, mas ele não pode diminuir as obrigações dos ricos."

Segundo Amorim, o Brasil costura um programa de princípios com a França para apresentar em dezembro. "Claro que tem uns detalhezinhos ainda", disse, sem se estender.  (Fonte: Luciana Coelho/ Folha Online)

Coalisão de 15 ONGs protesta contra revogação de legislação ambiental


Um total de 15 ONGs ambientais, entre elas SOS Mata Atlântica, WWF e Greenpeace, enviaram comunicado conjunto contra propostas de revogação da legislação ambiental brasileira nesta terça-feira (6), em tramitação no Congresso.

O comunicado alerta sobre o risco de "revogação ou modificação das principais leis ambientais brasileiras", como o Código Florestal brasileiro, a Lei de Política Nacional de Meio Ambiente, a Lei de Crimes e Infrações contra o Meio Ambiente e a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

"As organizações abaixo assinadas alertam a sociedade brasileira para a gravidade da proposta da bancada ruralista no Congresso Nacional (PLs 1876/99 e 5367/09) que tramita em comissão especial formada por maioria de parlamentares ligados ao agronegócio", dizem as ONGs.

Elas alegam que "os principais instrumentos de gestão ambiental em vigor como a criação de unidades de conservação, as reservas florestais legais, as áreas de preservação permanente, o licenciamento ambiental e o Conselho Nacional de Meio Ambiente poderão ser revogados ou enfraquecidos para atender exclusivamente por encomenda setorial dos ruralistas".

Desmatamento zero - Mario Mantovani, diretor de mobilização da SOS Mata Atlântica, comenta que, como o presidente Lula disse que não é possível para o Brasil cumprir as metas de desmatamento zero, "a liderança do governo levou essas declarações a sério e votou junto com a bancada ruralista na proposta de desmontar a legislação brasileira."

Mantovani afirma também que a mobilização das ONGs na terça-feira, junto com a Frente Parlamentar Ambientalista, conseguiu ao menos barrar por enquanto a iniciativa.

As ONGs responsáveis pelo comunicado são: Associação Preserve a Amazônia, Apremavi, Amigos do Futuro, Conservação Internacional, IPAM, Fundação SOS Mata Atlântica, Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá), Greenpeace, Grupo de Trabalho Amazônico, Rede de ONGs da Mata Atlântica, SOS Pantanal, Instituto Socioambiental (ISA), Instituto de Pesqusas Ecológicas, Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA) e WWF. (Fonte: Folha Online)

Lula convoca EUA e China para combater aquecimento


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu aos EUA, à China e a outros países que façam sua parte na redução das emissões de gases causadores do efeito estufa para que haja sucesso na reunião sobre o aquecimento global que ocorrerá em Copenhague em dezembro. "Se resolvermos um pouco do problema nos EUA e Obama tentar convencer o Congresso e o senado (norte-americanos)" a aceitar objetivos mais ambiciosos para o clima, "então as coisas podem avançar", disse Lula durante uma entrevista coletiva em Estocolmo, onde participou de uma cúpula entre a União Europeia e o Brasil.

 "Temos de falar muito com a China e temos muito a conversar com a Índia", acrescentou. "Precisamos chegar em Copenhague sabendo o quanto cada país emite", desde as menores nações africanas, como a Guiné-Bissau, até os EUA. "Cada país deve assumir a responsabilidade pelo prejuízo que está causando ao meio ambiente", acrescentou. "A partir do momento em que sabemos o quanto os EUA ou a China emitem, saberemos quais esforços eles precisarão fazer."

Lula disse lamentar que os EUA tenham estabelecido metas relativamente baixas para o corte de emissões de gases, usando como base os níveis de 2005, e que a Europa tenha assumido o compromisso de reduzir em 20% o volume de emissões registrado em 1990.

A cúpula mundial sobre o aquecimento global ocorrerá entre os dias 7 e 18 de dezembro em Copenhague. A reunião tem como objetivo chegar a um acordo para evitar que a temperatura mundial suba mais de dois graus Celsius por meio da redução das emissões de gases causadores do efeito estufa até 2015 e cortar estas emissões pela metade até 2050. As informações são da Dow Jones. (Fonte: Estadão Online)