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março 02, 2010

Bio-diversidade microscopica

Microrganismos que vivem em simbiose com plantas podem ser uma imensa e inexplorada fonte para o desenvolvimento de produtos naturais a partir de estruturas químicas otimizadas ao longo de milhões de anos pela evolução.

As novas estratégias para aperfeiçoar essa diversidade estrutural dos produtos naturais e multiplicar suas aplicações foi o tema da conferência de Leslie Gunatilaka, professor da Universidade do Arizona, Estados Unidos, na sexta-feira (26/2), durante o Workshop Internacional Biota-FAPESP sobre Metabolômica no Contexto da Biologia de Sistemas, realizado na sede da Fundação, em São Paulo.

O uso dos microrganismos como fonte de produtos naturais traz várias vantagens, de acordo com Gunatilaka. Uma delas é que eles podem ser encontrados no solo ou associados a plantas, líquens e animais.

“O número de microrganismos é muito grande e eles podem ser utilizados para produção em larga escala sem destruição ecológica. Além disso, com a manipulação das condições de cultura, podemos produzir uma incontável variedade de metabólitos”, disse.

O cientista descreveu as estratégias utilizadas por seu grupo para aperfeiçoar a diversidade estrutural de produtos naturais, envolvendo a manipulação das cepas de fungos e das condições de cultura.

Segundo Gunatilaka, as plantas que vivem em condições de estresse ambiental (como temperaturas muito baixas ou muito altas), podem ser excelentes fontes de produtos naturais bioativos, especialmente quando se associam a determinados microrganismos.

“Trabalhamos na região do deserto de Sonora, no Arizona. Em locais assim, com condições extremas e grandes variações de temperatura, as plantas precisam desenvolver formas de sobrevivência especiais. Elas fazem isso produzindo metabólitos secundários, muitas vezes com a ajuda de microrganismos”, explicou.

Um dos principais trabalhos desenvolvidos pelo grupo coordenado por Gunatilaka envolveu o fungo Paraphaeosphaeria quadriseptata, presente na rizosfera – a região onde raízes das plantas entram em contato com o solo – da Arabidopsis thaliana. Essa planta, da família da mostarda, é considerada um dos principais organismos modelo para o estudo de genética em botânica.

O grupo já havia descoberto anteriormente que esse fungo, que vive em associação com as plantas do deserto de Sonora, produz moléculas de monocilina, inibidoras da proteína de choque térmico (HSP90, na sigla em inglês). Uma pesquisa realizada em 2007 e publicada na revista Plant Physiology mostrou que a exposição da planta à monocilina aumentava sua resistência a condições ambientais letais.

“Sabíamos que a monocilina interagia com a HSP90, que é uma proteína muito interessante para aplicações no tratamento de câncer e doenças neurológicas. Queríamos ver se o composto tinha capacidade de modular a resposta da planta ao estresse ambiental. Conseguimos produzir grande quantidade de monocilina e verificamos que, ao ser aplicado em mudas da planta, o metabólito a induzia à termotolerância”, disse.

De acordo com o cientista, com a aplicação de 1 micromole do composto, as mudas conseguiam sobreviver a uma temperatura de 45º C por períodos de 50 a 75 minutos. “Com esses resultados conseguimos animar algumas empresas de agricultura a desenvolver produtos específicos e já temos alguns resultados muito promissores”, afirmou.

Segundo Gunatilaka, a resposta ao choque térmico tem um papel central para garantir que as células possam lidar com a desestabilização das proteínas.

“Com isso, a modulação dessa resposta ao choque térmico deve ter implicações importantes para doenças como o câncer e os problemas neurodegenerativos, assim como para a tolerância das plantas ao estresse em ecossistemas áridos”, disse. (Fonte: Agência Fapesp)

Compostagem em Casa (Spanish)

El Ayuntamiento de El Sauzal desarrolla junto al Cabildo de Tenerife y la Mancomunidad de Municipios del Nordeste un proyecto de compostaje doméstico que prevé que el 33 por ciento de la basura de los hogares con terreno o jardín se utilice como abono natural.

El consistorio ofrece un taller de formación gratuita donde se enseña a los vecinos que tengan una huerta o jardín cómo gestionar los residuos orgánicos del hogar y los restos de la poda en la elaboración de compost. Este abono natural de gran calidad mejora la salud de los cultivos y jardines, a la vez que permite ahorrar agua y productos químicos.

Desde el municipio de El Sauzal se destaca que "el compostaje doméstico es una imitación controlada y acelerada de los fenómenos de la naturaleza, que consiste en descomponer nuestros residuos domésticos y vegetales para obtener de forma gratuita un producto fertilizante natural y de alta calidad".

Ahorro múltiple

Con esta propuesta sostenible, el Ayuntamiento norteño pretende reducir el gasto en abonos comerciales, los malos olores, así como el coste del transporte, almacenamiento y tratamiento de los residuos orgánicos que se producen en la localidad.

Uno de los objetivos que se plantea este proyecto de compostaje doméstico es conseguir la reutilización del 33 por ciento de la bolsa de basura de cada vivienda. Los promotores de este proyecto destacan que "los restos orgánicos se pueden devolver a la naturaleza en forma de un útil y natural compost".

Gracias al reciclaje, se convierte en un recurso útil lo que hasta ahora no es más que un residuo doméstico que termina en los contenedores verdes. Para los promotores de la iniciativa, lo importante es concienciar a la población sauzalera de que los restos de la cocina y del jardín pueden convertirse, de forma gratuita, en el mejor abono para sus plantas o cultivos domésticos.

fevereiro 09, 2010

Yellowstone tiembla más de lo habitual

La actividad sísmica de Yellowstone se manifiesta en los géiseres. La actividad sísmica en el Parque Nacional de Yellowstone, en Wyoming, Estados Unidos, se ha incrementado en las últimas semanas, poniendo en alerta a los geólogos que observan el curioso comportamiento de esta zona.

El Instituto de Investigación Geológica de EE.UU. (USGS, por sus siglas en inglés) informó que entre el 17 y el 31 de enero se registraron más de 1.600 movimientos telúricos en el parque.

En esta cadena de sismos -la segunda más larga jamás registrada en el famoso parque- hubo episodios que alcazaron magnitudes de hasta 3,8 grados en la escala Richter.

Las sacudidas sísmicas son comunes en esta zona, pero la actual actividad está por encima de la actividad sísmica diaria en Yellowstone.

Magma bajo alta presión
La región tiene una geología particular, creada por el desplazamiento de una placa tectónica hace millones de años.

Bajo la caldera de Yellowstone se encuentra una gran cavidad conocida como la cámara magmática, que contiene una masa de magma bajo alta presión.

Esta geología produce los famosos géiseres, que se han convertido en un atractivo turístico. El llamado Old Faithful (viejo fiel) lanza un chorro de agua caliente y vapor con asombrosa precisión casi cada 10 minutos.

A unos 16 kilómetros al noroeste de este géiser es donde se han registrado las sacudidas sísmicas.

Aunque los expertos no creen que esté a punto de repetirse la devastadora erupción de hace 2,1 millones de años, sí están observando y analizando detenidamente los pequeños movimientos de tierra para saber si corresponden a la actividad normal para esa zona.

La atención a los movimientos sísmicos ha aumentado de manera vertiginosa desde el terremoto en Haití hace unas semanas. El sitio de internet del USGS ha multiplicado por cinco el número de visitas. (Fonte: BBC)

Cientistas conseguem vídeo raro de ‘monstro’ do mar

Pesquisadores da Universidade do Estado da Louisiana, nos Estados Unidos, conseguiam uma imagem inédita do intrigante peixe-remo navegando no fundo do oceano. O filme foi feito no Golfo do México por meio de uma máquina não tripulada, e os cientistas acreditam que essa é a primeira vez que se filma o animal em seu habitat natural.

O peixe-remo (Regalecus glesne) é uma espécie rara que vive em águas profundas. Ele pode chegar a 17 metros de comprimento, e só costuma ser visto quando está morrendo e sobe à superfície. Seu “topete” e suas barbatanas incomuns sempre despertam a curiosidade de quem topa com um deles. Acredita-se que relatos antigos sobre serpentes gigantes no mar estão relacionados a esse peixe. (Fonte: G1)

Leões-marinhos de Galápagos migram pela primeira vez para águas do Peru

Uma colônia de leões-marinhos endêmica nas ilhas de Galápagos viajou 1.500 quilômetros para a costa peruana por causa da mudança de temperatura das águas, de acordo com uma organização daquele país que monitora mamíferos marinhos.

A Organização para Pesquisa e Conservação de Animais Aquáticos afirmou que a mudança na temperatura foi causada pela mudança climática, As Ilhas Galápagos ficam a 600 quilômetros da costa do Equador.

Segundo especialistas, esta é a primeira vez que os leões-marinhos de Galápagos estabelecem uma colônia fora das ilhas.

A organização afirma que a temperatura da água em Piura, na costa norte do Peru, aumentou de 17 graus centígrados para 23°C nos últimos dez anos. Ela é muito mais próxima da temperatura do mar em volta das Ilhas Galápagos, cuja média gira em torno dos 25°C.

Agora que as condições do mar na costa norte do Peru são tão parecidas com as das Ilhas Galápagos, de acordo com a organização, mais leões-marinhos e outras espécies poderão começar a migrar para aquela área.

Como muitas espécies nativas das ilhas, os leões-marinhos são únicos, pertencentes àquela região.

Desde que o naturalista britânico Charles Darwin visitou as ilhas pela primeira vez há mais de 150 anos, as ilhas Galápagos são conhecidas como um museu vivo da evolução das espécies.

Agora, por causa do aquecimento global, o ecossistema das ilhas poderá sofrer mudança sem precedentes em sua história. (Fonte: G1)

Consumo de bebidas açucaradas é ligado ao câncer de pâncreas, aponta estudo

O consumo de bebidas açucaradas aumenta o risco de câncer de pâncreas, de acordo com um estudo norte-americano divulgado nesta segunda-feira (8).

Os autores desta pesquisa estudaram os dados sobre consumo de bebidas açucaradas e sucos de frutas de 60.524 pessoas que participaram do estudo em Cingapura, conhecido como Singapore Chinese Health Study.

Os pesquisadores identificaram os casos de câncer de pâncreas e as mortes relacionadas a essa doença em meio as pessoas submetidas ao acompanhamento.

Descobriram que o risco de câncer de pâncreas era mais alto entre os que consumiam pelo menos duas bebidas diárias com adição de açúcar do que entre os demais, segundo seus estudos divulgados na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention.

Não se descobriu, no entanto, uma relação entre o consumo de sucos de frutas e o câncer de pâncreas.

O estudo Singapore Chinese Health Study realiza há 14 anos um acompanhamento da dieta, das atividades físicas, da evolução demográfica e da saúde de 63.000 habitantes de Cingapura. (Fonte: G1)

Seca na Austrália e nevasca na Antártida têm ligação, diz estudo

Existe uma estreita relação entre a seca do sul da Austrália e as fortes nevascas no cume de Law Dome, na parte leste da Antártida, revela um estudo publicado pela revista "Nature" no domingo (7).

O fenômeno seria causado por um modelo de circulação atmosférica em que um vento frio e seco chega à Austrália enquanto o ar úmido e quente se dirige à zona antártica.

Para a pesquisa, os cientistas da Divisão Australiana na Antártida e do Centro de Pesquisas do Clima e Ecossistemas Antárticos compararam os registros de tempestades em Law Dome e no sudoeste australiano.

Os registros guardam uma relação inversa: quanto mais chove em uma região, menos intensas e frequentes são as tempestades na outra.

Os dados meteorológicos de Law Dome mostram que as intensas nevascas das últimas décadas não são frequentes se comparadas com os registros dos últimos 750 anos.

O mesmo acontece na Austrália, onde a seca foi muito mais intensa em décadas recentes que nos últimos sete séculos e meio.

Os pesquisadores dizem que os fluxos de vento responsáveis pelos dois fenômenos meteorológicos têm relação com a mudança climática induzida pela ação humana. (Fonte: Folha Online)