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outubro 19, 2009

Competição nos Estados Unidos estimula projetos de casas com energia solar



John Hamilton fez uma pausa no conserto das bombas de calor, canos e tanques ordenados à sua frente, o centro mecânico de uma pequena casa montada no National Mall, para ler o medidor elétrico montado na lateral.


A tela digital mostrava que, durante os dois dias anteriores, a estrutura parecida com um pavilhão, projetada por estudantes de arquitetura e engenharia da Virginia Tech, havia extraído cerca de 20 quilowatts/hora da rede elétrica. No mesmo período, entretanto, células foto-elétricas no telhado haviam gerado cerca de 60 quilowatts/hora de volta.

"Isso é ótimo", afirmou Hamilton, que regulava os sistemas de controle da casa numa tarde de quinta-feira, pois sua empresa, a Siemens, é um dos patrocinadores. "Nós a usamos muito nesta manhã".
Os membros da equipe da Virginia Tech estiveram ocupados com preparativos de última hora para a inauguração de seu projeto, chamado Lumenhaus, e para o lançamento do Solar Decathlon, uma competição do Departamento de Energia dos EUA envolvendo o projeto e a construção de uma residência eficiente e habitável usando energia solar.
O evento de dez dias inclui 20 equipes de universidades dos Estados Unidos, Canadá e Europa

Alguns grupos têm se apressado de forma ainda mais frenética. Alunos e conselheiros acadêmicos da Universidade de Wisconsin, em Milwaukee, estavam usando capacetes, serrando e martelando, e ainda trabalhavam bem depois das cerimônias de abertura da uma da tarde.
A produção de energia em rede da casa da Virginia Tech valerá alguns pontos na competição. Mas essa e as outras inscrições não serão julgadas somente pelo uso da eletricidade. Serão concedidos pontos pelo projeto arquitetônico, habilidade de engenharia, conforto e possibilidade de comercialização – ao todo, são dez categorias.
"A ideia é provar às pessoas que a energia solar funciona, e que você não precisa abandonar seu estilo de vida para usá-la", disse Richard King, diretor da competição bienal do Departamento de Energia, que concede US$ 100 mil a cada equipe para iniciar os projetos.
Viabilidade
O evento também tem a intenção de fazer os estudantes pensarem em solucionar os problemas de energia de maneiras viáveis – todos os projetos precisam ser direcionados a um mercado específico, de baixa a alta renda.
As casas, limitadas a 75 metros quadrados, são totalmente abastecidas com mobília e decoração – até mesmo lençóis, toalhas e livros. Os membros das equipes não moram nelas, mas precisam realizar atividades domésticas como cozinhar e lavar roupas, e são julgados se seu sistema é capaz de manter uma temperatura de ar confortável e produzir água quente em quantidade suficiente.
A televisão tem de ser deixada ligada por seis horas ao dia, para demonstrar que há eletricidade o suficiente para diversão.

Com as casas alinhadas em duas fileiras à sombra do Monumento de Washington, a competição lembra um parque de trailers futurista. Há materiais e projetos inovadores por todo lado – na casa da Equipe Ontário, venezianas exteriores auto-ajustáveis que também podem refletir a luz do sol para dentro da construção; uma parede de água plástica no projeto da Universidade do Arizona, que absorve a luz solar que libera calor; e, no Lumenhaus, painéis móveis translúcidos separados com aerogel, o que permite a passagem da luz.
Painéis solares, tanto fotoelétricos quanto termais, adornam os telhados. Alguns são montados da maneira convencional, inclinados de forma que os raios do sol os atinjam quase perpendicularmente para aprimorar a eficiência da conversão.
Algumas casas, porém, possuem painéis horizontais, ou nas laterais, como telhas de alta tecnologia (e alto preço), ou com mecanismos para permitir que eles se inclinem, seguindo o sol. A competição estimula a sustentabilidade, então a maioria das casas tem sistemas para usar a água da chuva e reutilizar a água de limpeza para as plantas.
Produtos reciclados são encontrados nas partes externas (tábuas feitas de papel e madeira prensados na casa da Universidade de Minnesota) e internas (portas de armários feitas de talo de sorgo prensado da cozinha da Equipe Missouri).
Muitos dos interiores são projetados para serem flexíveis e adaptáveis. No Lumenhaus, por exemplo, armários centrais podem ser arrastados na direção das paredes para isolar o quarto da área comum, e um balcão móvel pode cobrir grande parte das superfícies da cozinha ou ser usado como uma mesa.
Hamilton, representante da Siemens, gostou tanto do interior que tinha uma proposta aos estudantes da Virginia Tech. "Disse a esses garotos que eu viveria nesta casa", afirmou ele. (Fonte: BBC)

Mil carros inteligentes começarão a ser testados na Europa



Um grupo de 28 organizações europeias vai começar a testar e avaliar cientificamente o impacto de oito sistemas avançados de assistência à segurança, eficiência e conforto dos motoristas.

Todos os sistemas avaliados já estão em um nível de desenvolvimento que permite sua incorporação imediata em veículos de linha.
Serão testados, entre outros, sistemas de controle lateral e longitudinal, sistemas que emitem alertas para o motorista sobre o risco de colisões laterais e frontais.
Sistemas de bordo avançados, como o CSW (Curve Speed Warning: alerta de velocidade nas curvas), "consultores" de eficiência de combustível e a interação homem-máquina dos sistemas de navegação também serão testados.
Benefícios na prática
Começando no início de 2010, nada menos do que 1.000 veículos de várias marcas europeias, equipados com os diversos sistemas inteligentes, serão testados em um período de um ano.
Esses veículos inteligentes permitirão a coleta de dados que deverão fornecer respostas sobre os impactos que esses sistemas têm de fato sobre a segurança, a eficiência e o conforto do motorista.
Será que vale a pena?
"Este será o primeiro teste operacional em grande escala desse tipo já feito, e o primeiro a incluir várias marcas de automóveis," afirmou Aria Etemad, coordenadora do Projeto EuroFOT (European Field Operational Test: teste operacional de campo europeu), durante o anúncio da campanha de testes.
O objetivo do projeto EuroFOT é fornecer indicações baseadas em dados científicos sobre os benefícios reais desses sistemas inteligentes que estão aos poucos sendo inseridos nos carros por vários fabricantes.
Os resultados dos testes de campo deverão contribuir para embasar melhor as decisões tanto dos fabricantes quanto dos compradores de automóveis, que poderão avaliar se vale a pena pagar mais por esses assistentes.

A dois meses de encontro crucial, reunião sobre clima termina dividida

Duas semanas de negociações conduzidas pela ONU terminaram nesta sexta-feira em Bangcoc, na Tailândia, sem que delegados de cerca de 180  países chegassem mais perto de um acordo para substituir o protocolo de Kyoto, sobre a redução de emissões de carbono, que expira em 2012.
A menos de dois meses da reunião sobre o clima mais importante do ano, que ocorre em dezembro na capital dinamarquesa, Copenhague, o mais alto representante da ONU para mudanças climáticas, Yvo de Boer, admitiu uma "contínua falta de clareza" em questões-chave para um possível acordo.
É em Copenhague que deve ser decidido um substituto do protocolo de Kyoto.
As principais pedras no caminho são estabelecer uma meta de emissões de carbono para os países desenvolvidos e definir uma "arquitetura financeira" para ajudar países mais pobres a realizar mudanças visando a combater a mudança climática.
Cientistas afirmam que, para evitar uma elevação de 2º C na temperatura do planeta, as nações industrializadas precisam nos próximos dez anos reduzir as suas emissões de carbono a um nível equivalente a entre 25% e 40% das emissões de 1990.
Entretanto, as negociações têm ficado muito aquém disso, e o percentual convencionado não passa de 23%.
Antes mesmo da reunião, o próprio de Boer disse que seria "muito difícil continuar trabalhando de boa fé a menos que vejamos um avanço nas cotas dos países industrializados e suas ofertas sobre a mesa".
Propostas
A proposta mais arrojada até o momento foi feita pela Noruega, que anunciou durante o encontro a meta de reduzir em 40% dos níveis de 1990 suas emissões de carbono em dez anos – coincidindo com o cenário mais ambicioso sugerido por cientistas.
Entretanto, nos Estados Unidos, um dos líderes do planeta em emissão de poluentes, um projeto aprovado na Câmara dos Representantes prevê chegar até 2020 com um corte de apenas 17% em relação aos níveis de 2005.
Isso representaria não mais de 4% abaixo dos níveis de 1990.
O país nunca sancionou o Protocolo de Kyoto e, nesta sexta-feira, o negociador americano no encontro, Jonathan Pershing, deixou claro que seu governo não aceitará uma extensão do atual entendimento, que exige de 37 países industrializados que cheguem a 2012 com um nível de emissões 5% menor que em 1990.
"Acho que será extraordinariamente difícil para os Estados Unidos se comprometer com um número específico na ausência de uma ação do Congresso", afirmou.
"Isso não significa que um acordo é possível. Também não significa que não teremos um número partindo do Congresso. A questão está aberta em relação ao podemos fazer, e isto é uma hipótese que não podemos realmente responder."
Ele reiterou a posição dos países industrializados de requerer de nações emergentes, como China, Brasil e Índia, semelhante compromisso legal.
Entretanto, essas nações alegam que querem contribuir para o combate ao aquecimento global, mas não às custas de seu próprio desenvolvimento. (Fonte: BBC)

outubro 18, 2009

Junte-se à luta pela justiça climatica


Dia Mundial da Alimentação é comemorado com alerta sobre segurança alimentar

Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1979, o Dia Mundial da Alimentação está sendo comemorado hoje (16). A data serve como lembrete para a falta de alimentos no mundo. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que 45 milhões de pessoas - 11 milhões são crianças - passem fome. Em São Paulo, a Ação de Cidadania Contra Fome, Miséria e Pela Vida organizou no centro da cidade uma feira com informações sobre a segurança alimentar.

Para André Luzzi, coordenador da campanha A Alimentação é um Direito Humano, ter acesso aos alimentos é um “direito social”. Por alimentação entende-se não apenas fornecer o alimento e sim a qualidade deste alimento", explicou Luzzi. De acordo com ele, doenças como a obesidade e a desnutrição fazem parte da temática da falta de alimentos. "A população carente compra alimentos de alto valor calórico e baixo valor nutricional”.

"Nós sugerimos recriar novas relações de consumo", afirmou. E uma das alternativas é incentivar a agricultura urbana, onde as pessoas plantem em pequenos espaços o que vão consumir, explicou.

A engenheira agrônoma da Secretaria de Verde e Meio Ambiente, Helen Elisa Bevilacqua, disse que com um pequeno recipiente e um pouco de terra em um local que tenha sol durante quatro horas diária é possível plantar alface, tomate e rúcula.

Luzzi sugere ainda mais investimentos em restaurantes populares. "Mas, não apenas para criar mais restaurantes, como também para servir as três refeições diárias", disse. O coordenador também propõe combater o desperdício de alimentos com mecanismos de abastecimento e distribuição mais eficientes. "Investir em sistemas locais de produção, por exemplo, diminuiria o preço", completou. (Fonte: Agência Brasil)

outubro 17, 2009

New Global Economic Ethic Manifesto Launched

(New York, 6 October 2009).  A new manifesto titled “Global Economic Ethic – Consequences for Global Businesses” was launched during a business ethics symposium at UN Headquarters today. Developed by Swiss-German theologian Hans Küng, President of the Global Ethic Foundation, the document aims at laying out a “common fundamental vision of what is legitimate, just and fair” in economic activities. First signatories of the manifesto include former President of Ireland and former UN Human Rights Commissioner Mary Robinson; Professor Jeffrey Sachs, Director of the Earth Institute at Columbia University; and Nobel Peace Prize Laureate Desmond Tutu, Anglican Archbishop emeritus of Cape Town. The document will be open for signature to individuals globally. Signatories of the manifesto commit to “being led by its letter and its spirit in their day-to-day economic decisions, actions and general behavior”. (Fonte: PRME - UN)

outubro 16, 2009

São Paulo aprova política de mudanças climáticas

Lei prevê que o Estado irá reduzir em 20% suas emissões de gás carbônico (CO2) até 2020

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou na terça-feira, 13, a Política Estadual de Mudanças Climáticas. A lei prevê que o Estado irá reduzir em 20% suas emissões de gás carbônico (CO2) até 2020, em relação aos níveis de 2005. E, a cada cinco anos até 2020, o governo deverá fixar metas intermediárias para atingir o objetivo.

Esta é a primeira lei estadual com meta de corte de gases de efeito estufa aprovada no País. A lei municipal de mudança climática aprovada em junho tem meta mais ambiciosa: cortar até 2012 em 30% as emissões de gases-estufa, em relação às emissões verificadas em inventário de 2005.

O secretário estadual do Meio Ambiente, Xico Graziano, considerou a aprovação uma vitória e ressaltou que houve oposição do setor industrial, em razão da imposição do corte de CO2. O maior foco do governo para redução das emissões será o setor de transporte. A lei prevê, por exemplo, a adoção de metas para implantar rede metroferroviária, corredores de ônibus e um bilhete único para incentivar o transporte público.  (Fonte: Afra Balazina e Alexandre Gonçalves, O Estado de S. Paulo)