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novembro 04, 2009

Países africanos boicotam reunião sobre efeito estufa

Nações africanas boicotaram reuniões nas conversações desta terça-feira (3) sobre a mudança climática patrocinadas pelas nações Unidas em Barcelona. Os africanos dizem que os países industrializados estão assumindo metas muito baixas de corte dos gases causadores do efeito estufa.

A ação forçou o cancelamento de diversas reuniões técnicas durante a semana de discussões. Delegados advertiram que, a menos que o protesto africano seja resolvido, haverá atrasos no cronograma para o novo acordo das Nações Unidas sobre a mudança climática, que deve ser firmado na Dinamarca no início de dezembro.

Cerca de 50 nações africanas afirmam que só discutirão promessas feitas por países ricos, e que as conversações sobre outros temas, incluindo compensações por emissão de carbono e a colaboração dos países pobres, só deve avançar depois de um compromisso definido das nações industrializadas.

"Não acho que conseguiremos resultados do jeito que estamos indo agora", disse o negociador argelino Kamel Djemouai, que preside o grupo africano. "Não podemos prejulgar o que acontecerá depois antes de vermos a reação dos demais".

Esta é a primeira vez em que os africanos adotam uma ação coordenada nas conversações das Nações Unidas sobre clima, mas eles vêm ajustando sua posição ao longo do último ano, para garantir uma posição de unidade na escalada para a reunião de Copenhague, disse Antonio Hill, da Oxfam Internacional.

O boicote africano inviabilizou apenas parte das negociações em curso, que operam em duas fases paralelas. As conversações sobre a forma geral de um acordo para o financiamento dos países pobres continuaram sem interrupção.

Um grupo maior, de 130 nações em desenvolvimento, apoiou a ação da ala africana, com o objetivo de "focar o pensamento" dos países desenvolvidos na questão mais importante, disse o representante sudanês Lumumba De-Aping. Ele lembrou que boicotes são uma tática comum de negociação, e não representam, necessariamente, o fracasso do debate. (Fonte: Estadão Online)

novembro 02, 2009

Convocatoria: ¿Qué hacer con los residuos sólidos urbanos?


La Municipalidad de La Plata recibirá hasta el 11 de diciembre proyectos integrales medioambientales para ser aplicados en nuestra Ciudad.

La Plata, lunes 02 de noviembre de 2009. A través de la Agencia Ambiental, la Municipalidad de La Plata invita a empresas de categorías y particulares a presentar proyectos sobre residuos sólidos urbanos.

La convocatoria está enmarcada en el Programa de Gestión Integral Responsable de Residuos Sólidos -Ordenanza 10.539/ 09-. Los proyectos serán recibidos hasta el 11 de diciembre. El objetivo es poner a la práctica alguna de las iniciativas propuestas.

Las condiciones para la presentación de las propuestas son las siguientes:

• Que promuevan el reciclaje y reducción de la basura.

• Que impulsen la utilización económica de la basura, como por ejemplo a través de la generación de biogas, compost o energía eléctrica.

• Que minimicen el vuelco de residuos en rellenos sanitarios.

El programa tiene como fin asegurar el correcto tratamiento de residuos sólidos urbanos y/o que genere y desarrolle proyectos de mitigación y conservación medioambiental, requiriendo la conformación de medidas operativas para el buen procedimiento de las mismas.

Vale mencionar que la Municipalidad de La Plata asumió el concepto de "Basura Cero" como principio para esa problemática en la ciudad, por medio de la adopción de medidas orientadas a la reducción en la generación de residuos, la separación selectiva, la recuperación y el reciclado.

Los participantes deberán acercar los proyectos a la Agencia Ambiental, ubicada en el Palacio Municipal, calle 12 entre 51 y 53, de lunes a viernes de 9 a 12. (Portal Contacto Político)


Temperatura global sobe 'mais rápido que o previsto', alerta economista


Se a temperatura média do planeta subir 3 graus centígrados, as condições climatológicas serão como as de 3 milhões de anos atrás, com flora e fauna completamente diferentes das que agora conhecemos, mas se o aumento for de 6 graus, a humanidade sofrerá "um colapso" e desaparecerá em 30 ou 40 anos.

Esse foi o alerta feito nesta quarta-feira (28) pelo economista americano Jeremy Rifkin, que já trabalhou como assessor do ex-presidente americano Bill Clinton e do ex-candidato à presidência dos EUA, Al Gore.

Por meio de videoconferência, Rifkin falou sobre o assunto nesta quarta-feira em um evento realizado em Madri (Espanha) sobre reciclagem energética.

O economista e escritor afirmou ainda que todas as previsões realizadas pelos cientistas em 2001 tornaram-se obsoletas, e que a mudança climática acontecerá de forma "infinitamente" mais rápida do que se pensava antes.

"Esperávamos o degelo do Ártico para o fim do século, e o desaparecimento da camada de gelo das montanhas para o próximo século, mas as duas coisas estão acontecendo agora", disse.

Rifkin acrescentou ainda que as pessoas "continuam a não ter a consciência do que isso significa: o fim do mundo como o conhecemos".

"Cada grau a mais na temperatura fará com que as chuvas sejam mais intensas e as secas mais prolongadas, e essas mudanças ocorrerão em apenas duas gerações, entre nós e nossos netos", advertiu.

Esperávamos o degelo do Ártico para o fim do século, e o desaparecimento da camada de gelo das montanhas para o próximo século, mas as duas coisas estão acontecendo agora"
Para o economista, esses efeitos são o resultado de um modelo econômico que está baseado em combustíveis fósseis que estão se esgotando e encarecendo.

"Quando o barril de petróleo superou os US$ 147, a economia mundial entrou em crise, porque essa supervalorização foi repassada aos preços dos produtos. A inflação foi tão elevada que o motor econômico da globalização parou. Seis dias depois, a oferta de crédito caiu como consequência", disse.

Nova revolução industrial

Ainda de acordo com Rifkin, chegou a hora de promover "a terceira revolução industrial", por meio de um novo modelo econômico que será a "única solução para a crise e a mudança climática"

A nova fórmula, segundo o economista, consiste em utilizar as energias renováveis "onde estiverem" e "criar uma rede integrada para compartilhá-la como já fazemos com a informação na internet", algo que "para uma geração que cresceu com as redes sociais e a sociedade da informação, não será difícil".

Rifkin explicou que o modelo não consiste em criar parques eólicos ou solares que depois tenham que distribuir essa energia, mas em construir edifícios capazes de captar a energia solar e a eólica, e de transformar seus resíduos em mais energia.

Com isso, garantiu, "pela primeira vez o grande beneficiado pode ser o Terceiro Mundo", porque o "regime econômico e energético deixará de ser insustentável e elitista", passando a ser "democrático."
(Fonte: EFE / G1)


Dupla inventa filtro para capturar CO2 de indústria

Dois químicos da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) se uniram a uma empresa para dar um drible no risco representado pelo dióxido de carbono, gás que é o principal responsável pelo aquecimento global. Esferas de cerâmica desenvolvidas pela dupla têm potencial para filtrar a substância nas chaminés das fábricas e transformá-la em insumo industrial, dizem eles.

Por enquanto, a invenção, que deve ser objeto de uma patente internacional, mostrou ser capaz de sequestrar 40% do gás carbônico emitido pela queima de combustíveis. Na segunda fase da pesquisa, recém-iniciada, a intenção é melhorar esse potencial "filtrador" de CO2 (fórmula química da substância) para algo como 60%.

A nova fase do projeto deve mobilizar recursos da ordem de R$ 2,3 milhões, divididos de forma mais ou menos igual entre fundos públicos (da UFMG, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais e da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior mineira) e privados (da empresa Amatech).

Tomando a iniciativa - Aliás, num raro caso de interação entre a pesquisa universitária e o setor empresarial no país, foi o pessoal da Amatech que procurou a dupla da UFMG. "Eles vieram falar com a gente, mas ficou claro que a ideia original deles não era viável", conta Jadson Belchior, que toca o projeto ao lado de Geraldo Lima. "Eles queriam usar um material pastoso que seria complicado de trabalhar."

Belchior e Lima puseram-se a imaginar uma maneira de filtrar o CO2 com um material sólido, chegando às esferas de cerâmica, cuja composição química exata não pode ser mencionada ainda por causa da necessidade de conseguir a proteção da patente antes.

Eles revelam, porém, que é a estrutura microscópica das esferas que interage com o gás, fazendo com que este se combine à cerâmica (veja o quadro abaixo). "Nos experimentos, as esferas, que pesavam 10 gramas, passam a ter 14 gramas", conta Belchior.

Ainda é preciso encontrar a melhor maneira de integrar as estruturas ao sistema de exaustão de uma indústria, por exemplo. O pesquisador da UFMG diz que uma analogia com tocadores de CDs pode ser útil. "Poderíamos usar algo parecido com aqueles tocadores que possuem espaço para três CDs, já que depois de um tempo a esfera perde a capacidade de absorver gás carbônico", diz.

Uma vez que a "gaveta" esteja cheia, o CO2 pode ser extraído das esferas por calor ou por reações químicas, permitindo sua a reutilização e a reciclagem da substância como insumo para indústrias como a de refrigerantes, cujas borbulhas nada mais são que gás carbônico. Isso aumentaria a viabilidade econômica do processo.

Hoje, o pico de eficiência da reação ocorre a cerca de 600ºC. Como diferentes indústrias - e diferentes tipos de exaustão - correspondem a temperaturas variadas, a ideia é ampliar a faixa de calor na qual a reação é otimizada. (Fonte: Reinaldo José Lopes/ Folha Online)

novembro 01, 2009

Impacto do metano no clima é maior do que se pensava, segundo estudo

O efeito do gás metano no processo do aquecimento global foi subestimado, segundo um estudo realizado por cientistas americanos que sugere que os modelos e os controles atuais das emissões deveriam ser revisados.

O professor Drew Shindell, do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa (agência espacial americana), dirigiu o estudo, cuja conclusão principal é que o impacto do metano na temperatura global é 30% maior do que se pensava até o momento.

O problema, segundo Shindell, é que as estimativas feitas até agora não levaram em conta a interação do metano com os aerossóis.

Quando este efeito indireto é incluído, uma tonelada de metano multiplica por 33 - e não por 25 como se pensava - o efeito do aquecimento da atmosfera que tem uma tonelada de dióxido de carbono (CO2), em um período de 100 anos.

Em declarações ao jornal britânico "The Times", o cientista ressaltou a importância de adotar medidas que permitam frear as emissões de metano, procedentes principalmente da pecuária, do cultivo de arroz e das explorações de carvão e de gás natural.

Para as mudanças do clima a longo prazo, é impossível prever os efeitos do CO2""
Calcula-se que o metano é o segundo gás que agrava o efeito estufa com maior impacto no aquecimento global, atrás do CO2, e responsável por um quinto do aumento das temperaturas.

A vantagem sobre as emissões de CO2 é que o metano se decompõe muito mais facilmente, por isso o efeito das medidas para combatê-lo seria notado com maior rapidez.

Shindell ressaltou que este tema deve ter uma grande importância na cúpula das Nações Unidas sobre o clima, que será realizada em Copenhague em dezembro.

"Para as mudanças do clima a longo prazo, é impossível prever os efeitos do CO2. É o problema principal e dura centenas de anos, mas se tivéssemos um esforço voltado a fazer frente a outros gases poderíamos ter um impacto muito grande a curto prazo", disse o cientista da Nasa, ao "The Times".

Shindell teve sua pesquisa publicada na revista "Science", em um artigo no qual também sugere a possibilidade de que as previsões sobre os efeitos da mudança climática sejam otimistas demais.

O último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, publicado em 2007, estima que a temperatura do planeta aumentará entre 1,1 e 6,4 graus Celsius neste século.
(Fonte: EFE / G1)

UE fecha acordo limitado para ajudar países pobres em aquecimento

Os líderes da União Europeia (UE) acertaram nesta sexta-feira (30) um acordo de ajuda aos países pobres para que se adaptem à mudança climática, sem dar cifras sobre sua contribuição financeira, num ponto-chave para o sucesso da conferência da ONU em Copenhague.

Ao término de uma reunião de cúpula de dois dias em Bruxelas, os 27 países do bloco avaliaram em 100 bilhões de euros anuais (US$ 147 bilhões) a soma necessária até 2020 para ajudar as nações em desenvolvimento a enfrentar e se adaptar aos efeitos do aquecimento do planeta.

A UE propõe três fontes de financiamento para reunir esta quantia: os próprios países pobres --uma proposta à qual resistem os emergentes como o Brasil--, o mercado internacional de carbono, e as nações industrializadas junto a instituições internaiconais, que poderiam contribuir com a metade da cifra.

Os especialistas acreditam que um compromisso neste sentido é determinante para que o acordo resultante da conferência de Copenhague, centrada em reduzir as emissões de CO2 e evitar que o aquecimento planetário exceda os 2 graus Celsius, seja possível.

Dinheiro

Mas os dirigentes europeus fracassaram em sua tentativa de fornecer a soma que doarão ao montante global, limitando-se a enfatizar que a UE "está disposta a assumir sua parte justa no esforço mundial".

Os europeus foram os primeiros a apresentar ao mundo seus compromissos de redução de emissões de CO2, 20% a menos até 2020 em relação aos níveis de 1990, e estão dispostos a elevar essa cifra a 30% se as demais nações desenvolvidas aderirem ao acordo.

O otimismo em relação à decisão de hoje contrasta com o ceticismo de algumas pessoas: "Ninguém quer pagar por Copenhague. Vocês conhecem algum chinês que quer fazer isso? Só a UE quer pagar", ironizou o ministro polonês de Assuntos Europeus, Mikolaj Dowgielewicz. (Fonte: France Presse / Folha Online)

Mar ao norte da Austrália sofre com dois derramamentos de petróleo

O mar que separa a Austrália da antiga colônia portuguesa do Timor sofre com dois grandes derramamentos de petróleo nas proximidades de plataformas operadas por uma empresa australiana e outra chinesa.

Os vazamentos estão nos poços de Puffin e West Atlas. Este último, a apenas 50 quilômetros do litoral, joga no mar cerca de 400 barris de petróleo ao dia e pode deixar até 37 milhões de litros nas águas até que seja consertado.

A limpeza do derramamento do poço West Atlas, que começou há dois meses, custou por enquanto à PTTEP Australasia quase US$ 5 milhões. Calcula-se que as perdas totais se aproximem de US$ 93 milhões.

No início da semana, representantes do Fundo Mundial para a Conservação da Natureza (WWF) viajaram ao local do acidente e alertaram para o grave impacto que pode ter na fauna marinha.

Segundo a porta-voz do WWF, Gilly Llewellyn, se o derramamento tivesse ocorrido em uma área mais próxima da costa teria gerado um "clamor global".

Já a maré negra da empresa chinesa Sinopec começou há várias semanas, embora o público não tenha sido informado por se tratar, de acordo com a companhia, de um "vazamento menor".

Robin Chapple, representante do Partido Verde no estado da Austrália Ocidental, denunciou que o governo deveria ter divulgado o ocorrido e questionou o fato de o derramamento ser considerado pequeno.
(Fonte: Efe / Folha Online)