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Cúpula sobre clima da ONU tem presença confirmada de 60 líderes mundiais
agora presença na cúpula mundial sobre clima das Nações Unidas, marcada para
dezembro em Copenhague, anunciou o primeiro-ministro dinamarquês, Lars
Rasmussen, nesta segunda-feira (23).
No entanto, um dos líderes mais aguardados, o presidente dos Estados Unidos,
Barack Obama, ainda não confirmou presença na capital dinamarquesa.
Também está aberta ainda a ida à cúpula dos líderes de China e Índia, países
que são considerados fundamentais na luta contra o aquecimento global no
planeta.
Durante a cúpula, que será realizada entre 7 e 18 de dezembro e na qual se
espera nos últimos dias os chefes de Estado e governo da maioria dos países
da ONU, devem ser concretizados passos para limitar o aumento da temperatura
sobre a superfície do planeta em consequência das emissões de gases.
O chefe de governo dinamarquês enviou há duas semanas os convites aos
principais líderes dos 192 países da ONU e apelou a todos eles para que
estejam presentes para ressaltar a importância do acontecimento para o
futuro da Terra.
A presença de Obama e dos líderes das mais importantes nações emergentes na
cúpula de Copenhague é considerada crucial para que se alcancem avanços na
luta contra o aquecimento do planeta. (Fonte: Folha Online)
Degelo gerará US$ 28 bilhões em danos nas cidades litorâneas
degelo poderão causar danos em um valor de até US$ 28 bilhões (18,8 bilhões
de euros) em 2050, segundo um estudo do WWF (Fundo Mundial para a Natureza)
divulgado nesta segunda-feira (23).
"Se a temperatura aumentar entre 0,5 e 2 graus até 2050, então é possível
que o nível dos mares suba meio metro, provocando importantes danos
econômicos", explicou a diretora de Clima e Energia da WWF Suíça, Ulrike
Saul.
Um eventual aumento como esse do nível dos mares provocará danos avaliados
em US$ 28 bilhões nas 136 cidades portuárias mais importantes do mundo,
segundo o estudo, do qual também participou a companhia de seguros alemã
Allianz.
"Se as políticas atuais em matéria de proteção do clima não mudarem, o mais
provável é que cheguemos a um aumento de dois graus em 2050", ressaltou
Saul.
A costa nordeste dos Estados Unidos é uma região que será muito afetada pela
elevação do nível do mar, que neste caso poderá superar em 15 centímetros o
aumento médio mundial.
Em Nova York, "o aumento do nível do mar poderá ser agravado por um aumento
da frequência e da gravidade das tempestades e furacões", indica o estudo.
Associado a uma elevação do nível do mar, um furacão de categoria 4 que
afetar essa cidade norte-americana poderá gerar mais de US$ 5 bilhões em
danos em 2050, contra US$ 1 bilhão estimado atualmente, segundo a WWF.
"Esta é a razão pela qual devemos agir para impedir um aumento da
temperatura superior a dois graus em relação às temperaturas
pré-industriais", adverte um dos diretores da WWE Suíça, Walter Vetterli,
citado em comunicado.
Para conseguir isso, os países industrializados deverão reduzir suas
emissões de CO2 (dióxido de carbono) em 40% até 2020, estima a organização,
que exorta os governos que participarão da cúpula sobre o clima da ONU, que
será realizada no próximo mês em Copenhague, a adotar "um acordo ambicioso e
vinculante" para substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.
(Fonte: Folha Online)
